Quinta, 02 Julho 2015 19:15

AMESGO discute formação de consórcio de Resíduos Sólidos.

01/07/2015 - AMESGO discute formação de consórcio de Resíduos Sólidos.

A Associação dos Municípios do Extremo Sudoeste Goiano - AMESGO promoveu reunião na ultima terça-feira 30/06, para discutir a formação de um consórcio de resíduos sólidos na região. Vários prefeitos dos municípios associação a entidade participaram, entre eles, Adivair Gonçalves de Lagoa Santa e atual presidente da entidade, Kelson Vilarinho prefeito de Cachoeira Alta, Gilmar Guimarães prefeito de Caçu, Adão Rodrigues prefeito de Portelândia, Ilton Justino prefeito de Aparecida do Rio Doce, João Batista prefeito de Santa Rita do Araguaia, Sidinei Pinheiro prefeito de Serranópolis, Claudia Cruvinel Secretária do Meio Ambiente de Montividiu, Lucas Secretário de Meio Ambiente de Aporé, além dos presidentes de Câmaras, Laércio Rosa de lagoa Santa e Antônio Pereira de Serranópolis.


Também participou do evento, Márcio Machado prefeito de Brazabrantes e presidente da Associação dos Municípios do Alto Meia Ponte e Adjacentes - AMAMPA, Issy Quinan prefeito de Vianópolis e vice-presidente da AGM. Tanto a Associação Goiana de Municípios - AGM, como a Federação Goiana de Municípios - FGM, participaram do evento os quais avaliaram a gravidade do problema, disponibilizaram o apoio das entidades aos municípios do sudoeste presentes.

A Lei nº 12.305/2010 exige que todos os municípios brasileiros deem uma destinação correta aos resíduos sólidos, fato que não ocorre hoje. Na maioria dos municípios esses resíduos são depositados a céu aberto nos chamados lixões. O prazo final para a adequação foi 3 de agosto de 2014.

O projeto de implantação do consórcio no extremo Sudoeste ainda está em sua fase inicial. A princípio já demonstraram interesse em integrar o consórcio os municípios de Itarumã, Aporé, Itajá, Lagoa Santa e Caçu. Mas outros também poderão participar, dependendo da viabilidade técnico-econômica.

O presidente da AMESGO, prefeito Adivair Gonçalves de Macedo prefeito de Lagoa Santa defendeu a necessidade de se resolver o problema o quanto antes e disse que uma das principais dificuldades encontradas pela entidade é a mobilização dos prefeitos.

O vice-presidente da AGM, prefeito Issy Quinan de Vianópolis disse que as dificuldades são as mais diversas possíveis. Tanto de ordem técnica, logística e financeira. Ele cobrou maior participação da União e do Estado, principalmente na liberação de recursos. “Os municípios hoje, principalmente os pequenos, não têm dinheiro para se adequarem as exigências da lei. Todos nós sabemos e estamos conscientes da necessidade de se dar uma destinação adequada aos resíduos sólidos, mas isso não basta. Não temos recursos para os investimentos”, salientou.

O Tesoureiro da AMESGO, prefeito Kelson Souza Vilarinho de Cachoeira Alta destacou as preocupações dos gestores quanto as punições que poderão ser aplicadas pela justiça, citando o caso do município de Aparecida do Rio Doce que já está sendo acionado pelo Ministério Público.

Além disso a lei prevê outros tipos de punição, como a retenção de repasses de recursos federais aos municípios para o setor ambiental.

Também participou da reunião o Secretário Estadual das Cidades e do Meio Ambiente - SECIMA, Vilmar Rocha que destacou a participação do Estado em auxílio aos municípios na solução do problema. Dentre as ações estão o programa Goiás sem Lixão e o Plano Estadual de Resíduos Sólidos que está sendo elaborado pela Universidade Federal de Goiás.

A AMESGO agradece toda a equipe da AGM e FGM presentes no evento, na pessoa dos Secretários Executivos, Natã Gomes e Meire Andrade.

Fonte: AGM